Disfunção erétil - mulheres devem ajudar o parceiro

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Disfunção erétil  mulheres devem ajudar o parceiro

Dificuldade de ereção, situação mais comum do que se imagina entre os homens e, sem dúvida, uma terrível vilã para muitos deles. Vários fatores estão relacionados com a disfunção erétil, entre eles, fadiga, ansiedade e consumo excessivo de álcool.

Fatores orgânicos também são considerados causas da disfução. "Como as artérias e veias são tão fundamentais para ter e manter uma ereção, qualquer doença ou disfunção que altere o fluxo sangüíneo às vezes é responsável por isso", afirma Oskar Kaufmann, doutor em Urologia.

Hipertensão, diabetes, tabagismo, doenças cardíacas, uma doença vascular periférica, cirurgia ou trauma pélvico e anormalidades lipídicas no sangue, são problemas circulatórios que fazem parte das causas.

"Causas neurológicas, como esclerose múltipla, lesão da medula espinhal ou lesões cranianas, também podem ser detectadas no processo de diagnóstico", acrescenta o especialista que é membro da Sociedade Brasileira de Urologia e integrante do corpo clínico dos Hospitais Albert Einstein e São Luiz. Até mesmo drogas ilegais e medicamentos prescritos para outros problemas de saúde também interferem - são responsáveis por 25% de todos os casos da doença.

Mas além da questão orgânica é preciso ressaltar o comportamento do casal em torno da doença, afinal, os fatores psicológicos também interferem diretamente. Conforme uma pesquisa realizada na cidade de São Paulo, a Mosaico Brasil, mais da metade (55,3%) dos homens tem algum grau de dificuldade de ereção (leve, moderado ou completo). Dentre os participantes da pesquisa que decidiram usar um medicamento para melhorar a ereção, 32,3% dos paulistanos não consultaram suas parceiras antes. Mas e se elas fossem consultadas antes, o que elas fariam?

Para a surpresa dos pesquisadores, 37,8% das mulheres entrevistadas entre 26 e 40 anos não têm opinião definida sobre o uso desse tipo de medicamento. Quando questionadas sobre o que fariam se pudessem decidir se o parceiro deve ou não utilizar medicamento para ereção, 41,4% das paulistanas de 51 a 60 anos declararam que esta é uma decisão exclusivamente dele. Naquelas entre 41 e 50 anos, a porcentagem chega a 39%.

"Apesar de toda liberação feminina ocorrida nos últimos tempos, pela pesquisa podemos notar que a mulher ainda não valoriza sua participação em uma decisão como essa, o que poderia ter resultados positivos na relação do casal", comenta a professora doutora Carmita Abdo, coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, que conduziu o Mosaico Brasil.

Diante disso é importante ressaltar que existe tratamento para todos os graus de dificuldade de ereção. Quando a situação persiste, muitos homens demoram ou têm duvidas da necessidade de procurar ajuda. "Para esses, digo que é muito importante, até para a qualidade de vida emocional e sexual dele, que procure diagnóstico e tratamento. Vale a pena consultar um urologista quando o homem nunca ou muito raramente tem ereções enquanto dorme ou quando se levanta pela manhã, não consegue manter a ereção até a ejaculação, tem uma ereção apenas pouco antes da ejaculação, quando não obteve nenhuma melhora nas ereções ao usar alguma outra forma de tratamento e, finalmente, tem pouco ou nenhum desejo (libido)".

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Além de procurar ajuda médica é fundamental que mulheres também apóiem seus parceiros, até mesmo os incentivando a procurar a terapia sexual, para que juntos eles busquem a melhor forma de sentir prazer a dois.

Por Juliana Lopes

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